Perigos da automedicação


A automedicação é uma prática realizada por mais de 70% da população brasileira.

Isso ocorre não só no Brasil, mas em vários países do mundo de forma indiscriminada e muitas vezes sem medo das consequências.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), automedicação é a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas, para tratamento de doenças cujos sintomas são percebidos pelo usuário, sem avaliação prévia de um profissional de saúde (médico ou odontólogo). 

Ou seja, automedicação é o ato de tomar remédios por conta própria e sem orientação médica.

Porque ocorre automedicação

Perigos da automedicação
Imagem: Pixabay

Além da falta de conhecimento, um dos pontos que devem ser observados é a dificuldade para se obter um atendimento médico.

Por outro lado, a facilidade de acesso a medicamentos faz com que muitas pessoas recorram a essa pratica.

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Consequências da automedicação

A automedicação, muitas vezes vista como a solução para um problema, pode causar consequências que talvez nem sejam conhecidas pelo usuário. 

O uso incorreto de medicamentos pode causar o agravamento da doença, aumentar a resistência de alguns microrganismos e “camuflar” determinados sintomas dificultando um diagnóstico médico.

Além disso, alguns remédios podem causar sintomas como intoxicação, dependência, alergias e até mesmo óbito.

Importante

A Anvisa oferece o serviço Disque Intoxicação pelo telefone (0800 722 6001), onde você poderá ter ajuda médica para tirar dúvidas, além de fazer denúncias relacionadas a intoxicações.

Remédios mais usados

Os remédios mais procurados e adquiridos são aqueles que não necessitam de receita médica para a compra.

Dentre os sintomas mais relatados na hora da compra destacam-se as dores de cabeça, nas costas e musculares.

Porque consultar um médico

Idosos, bebês, gravidas e mulheres que estão amamentando só devem usar remédios sob prescrição médica.

O remédio que foi bom para uma pessoa pode não ser bom para outra, pois cada metabolismo responde de forma diferente.

Medicamentos em casa

Alguns remédios são considerados de baixo risco e podem ser vendidos livremente.

São medicamentos usados para combater pequenos males como dores de cabeça e devem ser prescritos com auxílio de um farmacêutico.

No Brasil, desde de 2013, o farmacêutico está autorizado a prescrever determinados medicamentos.

Contudo, não esqueça de alguns cuidados, principalmente quanto a guarda e a conservação desses medicamentos.

Como proceder antes de tomar um remédio

Confira alguns cuidados que devem ser observados pelo paciente antes de consumir qualquer tipo de medicamento:

Bula

Mesmo com a receita médica, é importante que você leia a bula e os rótulos do remédio.

Nela estarão presentes todas as informações do medicamento.

Validade 

Observe a data de validade e o registro do medicamento na Anvisa.  

Um remédio vencido pode não causar efeito, agravar a doença ou causar outro tipo de problema.

Ingestão

O remédio deve ser ingerido com água e jamais misturado com bebidas alcoólicas.

Também não é indicado que o mesmo seja consumido “a seco”, pois pode grudar no estômago e causar irritações.

Além disso, não retire o conteúdo da capsula, não corte ou triture o comprimido, com exceção daqueles que já possuem uma marca indicativa no meio, específica para facilitar o corte.

Guarda e conservação

Mantenha os remédios na embalagem original e fora do alcance de crianças.

Além disso, devem ser protegidos da luz e da umidade.

Dosagem

Ao estimar a própria dosagem, corre-se o risco de tomar uma quantia insuficiente, que não irá combater a doença, ou tomar além do necessário, que poderá agravar o problema. 

Outra pratica comum trata-se da alteração das doses e intervalos para medicação indicados pelo médico, objetivando reforçar o tratamento, que muitas vezes pode ser fatal.

Mistura de medicação

Quando você toma vários remédios diferentes corre o risco de tomar algum que não pode ser misturado com outro.

Muitas vezes, um tipo de medicamento pode reduzir a finalidade de outro, além de retardar a cura. 

Uso racional de medicamentos

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existe o uso racional de medicamentos, que ocorre quando o paciente trata seus próprios sintomas e pequenos males com medicamentos que já foram orientados por profissionais de saúde, em doses e períodos adequados às suas particularidades individuais.

Descarte 

O Brasil ainda não tem um protocolo que regulamente o descarte de medicamentos vencidos por parte do consumidor.

No entanto, algumas farmácias e drogarias ou até mesmo os postos de saúde coletam e dão o destino adequado.

As caixas de papel, também conhecidas como embalagem secundária, bem como as bulas, não têm contato direto com o medicamento. Dessa forma, podem ser descartadas no lixo reciclável.

Todavia, as embalagens primárias (tubos de pomadas, cartelas de comprimidos, etc.), não devem ser descartadas em lixo comum, pois podem causar danos ao meio ambiente.

Caso não encontre nenhum estabelecimento que faça o recolhimento, procure a Vigilância Sanitária da sua região.

Conclusão

A medicação por conta própria é um exemplo de problema de saúde pública enfrentado pelo Brasil e outros países.

Contudo, não queira fazer parte das estatísticas negativas que aumentam rapidamente por causa do uso irracional de medicação.

Sendo assim, evite orientações de vizinhos, amigos e parentes, principalmente em relação às crianças, que são mais sensíveis às reações.

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Obrigado pela leitura.


Referências
Ministério da Saúde
Conselho Federal de Farmácia
Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ)


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