Setembro Amarelo – por que essa cor?


Setembro Amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida (CVV), juntamente com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que tem como objetivo chamar a atenção de todos quanto aos suicídios que ocorrem frequentemente, não apenas na sociedade brasileira, mas em todo mundo.

Por que Amarelo?

Setembro Amarelo

Assim como há outras cores em diversas campanhas de saúde, como o Outubro rosa e o Novembro azul, o laço amarelo foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio.

A cor amarela foi escolhida nos Estados Unidos, em 1994, quando um garoto chamado Mike, de 17 anos, cometeu suicídio.

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Conhecido por sua habilidade, Mike restaurou um automóvel Mustang 68 e o pintou de amarelo, ficando conhecido como “Mustang Mike”.

Contudo, infelizmente, os pais e amigos não perceberam os sinais emitidos por ele não conseguindo evitar sua morte.

No funeral, centenas de fitas amarelas e cartões foram feitos pelos amigos de Mike e tinham a seguinte mensagem: Se você precisar, peça ajuda.

Os cartões chegaram a diversas pessoas que precisavam ser ajudadas, surgindo, dessa forma, um grande movimento de prevenção ao suicídio.

Início da campanha no Brasil

Essa campanha é realizada em todo o Brasil, desde de 2015, e busca conscientizar todos da importância da prevenção contra o suicídio por meio de diversas ações, conhecidas como “Setembro Amarelo”.

Oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao suicídio, comemora-se no dia 10 de setembro, quando a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP) incentiva a divulgação da causa no mundo todo, porém a campanha acontece durante o mês inteiro.

O que é suicídio?

Suicídio é o ato de tirar a própria vida propositadamente.

Além disso, é importante ficar atento aos comportamentos suicidas, como planos, pensamentos e tentativas de morte que não deram certo.

Entretanto, trata-se de um aconhecimento complexo, que não tem como objetivo a morte, mas acabar com algum tipo de sofrimento.

Causas do sofrimento

O sofrimento pode ser ocasionado por vários motivos, como ansiedade, depressão, dívidas, entre outros.

Geralmente, um suicídio é planejado e a pessoa demonstra o desejo de morrer.

Porém, cabe a cada um de nós, amigos e familiares, identificar e reconhecer os sinais transmitidos e, principalmente, oferecer apoio durante e após a superação do momento difícil.

Fatores de risco

Qualquer sinal observado não deve ser ignorado, pois pode ser fundamental no auxílio a quem necessita.

Veja alguns fatores que podem aumentar a possibilidade de alguém demonstrar pensamentos e apresentar tentativas de suicídio: 

  • Doenças incapacitantes
  • Desemprego
  • Estresse
  • Endividamento
  • Separação
  • Transtornos mentais
  • Perda afetiva
  • Solidão
  • Alcoolismo
  • Drogas
  • Histórico familiar suicida
  • Pessimismo
  • Entre outros.

Dificuldades enfrentadas

Por ser um “tabu”, o suicídio não é um assunto falado.

Dessa forma, não ocorre divulgação, nem debates e consequentemente a falta de ajuda e conhecimento favorece o aumento dos números.

Sendo assim, é importante que esse assunto comece cedo, na família, na escola e continue frequentemente.

Números

De acordo com o CVV, um brasileiro se suicida a cada 45 minutos, ou seja, 32 pessoas tiram a própria vida diariamente.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), cerca de 800 mil pessoas morrem anualmente por suicídio, sendo a grande maioria de países de baixa e media renda, atingindo, principalmente, pessoas entre 15 e 29 anos.

Infelizmente, mesmo sendo tão alarmante, esses acontecimentos ainda não tem força suficiente para mobilizar a população.

Crianças cometem suicídio?

Qualquer pessoa pode ser afetada, independentemente de cor, etnia, sexo, idade ou classe social.

Sendo assim, mesmo sendo raro, as crianças também podem cometer suicídio.

Como ajudar

Quanto antes for oferecida ajuda, maior a possibilidade de cura.

Caso você perceba algum sinal suicida em alguma pessoa próxima, não hesite em pedir ajuda.

Ao notar fatores de risco, algumas atitudes devem ser tomadas, como:

  • Saber escutar
  • Colocar-se no lugar da pessoa
  • Transmitir confiança e certeza de acompanhamento
  • Manter calma e relação de afeto
  • Demonstrar interesse em ajudar
  • Não deixar a pessoa sozinha
  • Comunicar a família imediatamente
  • Conforme o caso, retirar os meios que possam colaborar com o suicídio
  • Orientar a pessoa quanto as possibilidades de ajuda
  • Entre outras.

Onde encontrar apoio?

Além de amigos e familiares, o apoio necessário pode ser encontrado em unidades de saúde, clínicas, hospitais, grupos de apoio, etc.

Além disso, você pode contar com o CVV – Centro de Valorização da Vida – uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica e reconhecida como de Utilidade Pública Federal, desde 1973.

O CVV presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam de ajuda.

O contato pode ser feito gratuitamente por meio do número 188, realizado por voluntários que guardam total sigilo e anonimato.

Também pode ocorrer através do chat online, envio de e-mail ou ainda pessoalmente, se preferir.

Como prevenir?

A educação é uma das principais formas de prevenção.

Contudo, existem outros meios que podem ser adotados, como o compartilhamento de informações, o esclarecimento de dúvidas, a conscientização e a comunicação que estimulam a colaboração de todos.

Conclusão 

Quanto mais pessoas participarem desse movimento, como passeatas, palestras, debates e até mesmo em sua residência, maior possibilidade de sucesso nessa campanha.

O Setembro Amarelo é uma das campanhas que não pode ser lembrada somente em setembro, mas durante todo o ano.

Se você está com sentimento depressivo ou angustiado, não tenha medo de pedir ajuda.

Se gostou do que leu e acredita que pode ser útil a outras pessoas, compartilhe.

Obrigado.


Fontes
Você pode acessar diversos materiais para divulgar e participar da Campanha por meio dos seguintes endereços:

Centro de Valorização à Vida – Suicídio, Saber, Agir e Prevenir.
Associação Brasileira de Psiquiatria.
OPAS Brasil.
Ministério da Saúde


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